Mercosul-Coreia: o governo Lula sinaliza que, se tudo correr bem, o acordo comercial com a Coreia do Sul pode sair ainda em 2026. A promessa mistura otimismo e etapas práticas — quer saber o que falta para as negociações avançarem e quais setores devem ser beneficiados?
Contexto e histórico das negociações entre Mercosul e Coreia do Sul
Mercosul-Coreia ganhou atenção nas últimas décadas como prioridade comercial do Brasil e vizinhos.
Antecedentes
As negociações formais começaram no início dos anos 2000, com idas e vindas.
A Coreia do Sul busca acesso a mercados de carne, soja e minério, entre outros.
O Mercosul quer aumentar exportações e atrair investimentos em tecnologia e indústria.
Principais impasses
Divergências sobre tarifas e proteção da indústria local atrasaram o avanço das conversas.
Regras de origem definem quando um produto realmente vem de um país do bloco.
Setores sensíveis, como o agro e a siderurgia, pedem salvaguardas e prazos longos.
Avanços recentes
Houve avanços em 2018 e 2022, com mapas de tarifa e textos técnicos.
Textos técnicos são rascunhos que definem regras e exceções de comércio.
O governo Lula intensificou as negociações em 2023 e 2024, mirando conclusão até 2026.
Visitas de ministros e encontros empresariais aceleram o diálogo e testam consensos.
Analistas veem o acordo como capaz de abrir mercados e reduzir tarifas para exportadores.
Pontos principais do acordo: tarifas, agro e minerais críticos
Mercosul-Coreia: o acordo busca reduzir tarifas sobre produtos-chave entre os lados.
A ideia é facilitar exportações e baratear importações para empresas dos dois lados.
Regras e salvaguardas
Haverá regras de origem para evitar entrada de produtos de terceiros disfarçados.
Regras de origem dizem quando um produto foi mesmo produzido no bloco.
Salvaguardas permitem proteger setores sensíveis por prazos e condições claras.
Setor agro
O agro é central e reúne interesses de produtores e exportadores importantes.
Soja, carne bovina e suínos são itens prioritários para o Mercosul.
Produtores pedem proteção contra quedas bruscas de preço por importações baratas.
Medidas previstas incluem cotas, prazos graduais e inspeção sanitária rigorosa.
Minerais críticos
Minerais críticos, como lítio, ganham destaque por sua importância em tecnologia.
A Coreia busca garantir suprimento para indústrias de baterias e eletrônicos.
O Mercosul quer preços justos e investimentos para agregar valor localmente.
Acordos podem prever parcerias em mineração, refino e transferência de tecnologia.
Impacto prático
Redução de tarifas tende a aumentar exportações e a competitividade regional.
Investimentos podem modernizar cadeias produtivas no agro e na mineração.
Negócios e governos vão negociar fases, prazos e medidas de suporte.
Próximos passos, visitas oficiais e cronograma para 2026
Mercosul-Coreia tem um roteiro definido com passos concretos até meados de 2026.
Etapas técnicas
Equipes jurídicas vão finalizar textos, anexos e tabelas tarifárias no próximo ano.
Comitês técnicos vão revisar regras sanitárias e regras de origem com cuidado.
Regras de origem dizem quando um produto é realmente fabricado no bloco.
Serão acordados prazos e salvaguardas para setores sensíveis, como o agro.
Visitas oficiais e encontros
Chegadas de ministros e delegações comerciais devem ocorrer em várias rodadas.
Reuniões bilaterais vão testar medidas sobre investimento e transferência de tecnologia.
Encontros empresariais e rodadas de negócios ajudam a alinhar demandas do setor privado.
Presidências podem programar visitas oficiais para oficializar compromissos e assinar documentos.
Cronograma e ratificação
O cronograma prevê textos finalizados em 2025 e assinatura entre 2025 e 2026.
Depois da assinatura, cada país precisa aprovar o acordo em seus parlamentos.
A ratificação pode incluir fases de implementação e aplicação provisória imediata.
Aplicação e medidas de apoio
Aplicação provisória pode valer para tarifas, enquanto comitês resolvem pendências técnicas.
Medidas de apoio incluem programas de adaptação e financiamento para produtores locais.
Transparência e diálogo com setores afetados vão ajudar a reduzir impactos indesejados.
Fonte: www.Poder360.com.br