TSE aprovou mais sete resoluções que moldam as regras das eleições de 2026 — de IA à auditoria de urnas. Quer saber o que muda para candidatos, eleitor e partidos?
Principais mudanças nas resoluções aprovadas e impactos no processo eleitoral
TSE aprovou medidas que mudam regras para as eleições de 2026.
Inteligência artificial e propaganda
Novas regras tratam do uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais.
Plataformas devem identificar conteúdo sintético e evitar deepfakes sem sinalização clara.
Conteúdo sintético é mídia gerada artificialmente; deve ser identificado para o eleitor entender.
Prestação de contas e FEFC
Regras reforçam transparência nas doações e nos gastos de campanha.
Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) terá normas novas sobre aplicação.
Partidos terão prazos mais claros para enviar documentos ao tribunal eleitoral.
Auditoria de urnas e segurança
A auditoria das urnas eletrônicas ganhou etapas extras de verificação.
Procedimentos incluem testes públicos e checagens de integridade antes da votação.
Medidas buscam aumentar a confiança do eleitor e reduzir dúvidas sobre resultados.
Calendário eleitoral e prazos
O calendário foi ajustado com datas e prazos mais definidos para 2026.
As mudanças impactam registro de candidaturas, propaganda e prazos para recursos.
Regras sobre inteligência artificial, propaganda e proteção contra conteúdos sintéticos
Inteligência artificial entrou nas regras para propaganda eleitoral e proteção contra fraudes.
O TSE definiu normas para identificar e rotular conteúdos sintéticos nas campanhas.
Conteúdo sintético é mídia criada por computador, como imagens ou vídeos gerados artificialmente.
Plataformas devem sinalizar material gerado por IA e evitar deepfakes sem aviso claro.
Transparência e origem do conteúdo
Candidatos e partidos precisarão informar quando usarem anúncios pagos e tecnologia digital.
Isso inclui mostrar a origem do anúncio e quem pagou pela divulgação.
Proteção contra manipulação
Haverá punições para quem divulgar conteúdo falso com intenção de enganar eleitores.
Auditorias e checagens técnicas vão ajudar a detectar mídias adulteradas antes e depois da divulgação.
Como funciona na prática
Plataformas usarão sinais visuais e metadados para marcar mídias criadas por IA.
Jornais e checadores poderão contestar materiais suspeitos e pedir remoção rápida.
As medidas visam proteger o eleitor e tornar o debate público mais claro e confiável.
Alterações em prestação de contas, FEFC, auditoria de urnas e cronograma eleitoral
Prestação de contas ganhou regras mais rígidas para transparência e envio de documentos ao TSE.
Os partidos terão prazos definidos e multas significativas por atrasos ou omissões.
O FEFC, Fundo Especial de Financiamento de Campanha, terá regras claras sobre uso e prestação.
Auditoria das urnas
Auditoria das urnas terá etapas novas de verificação antes e depois da votação.
Haverá testes públicos presenciais, geração de relatórios e conferência de logs eletrônicos.
A cadeia de custódia do hardware e dos dados será documentada para garantir integridade.
Cronograma e prazos
Cronograma eleitoral foi ajustado com datas fixas para registros, propaganda e recursos.
Os prazos para registro de candidatura e impugnações ficaram mais curtos e definidos.
Calendários mais claros ajudam partidos a planejar e cumprir obrigações dentro do prazo.
Punições e fiscalização
Quem descumprir regras de prestação de contas pode sofrer multas e perda de benefícios.
Divulgar conteúdo falso sobre auditoria ou urnas terá penalidades administrativas e criminais.
O TSE vai definir procedimentos claros e céleres para aplicar sanções com rapidez.
Auditores independentes e a sociedade poderão acompanhar testes e relatórios públicos do processo.
Fonte: Poder360.com.br