Marielle Franco é o centro do voto de Alexandre de Moraes no STF — uma decisão que liga o crime a milícias e a motivações políticas. Quer entender por que o relator qualificou o assassinato como político e quais são as principais alegações das defesas?
O voto de Alexandre de Moraes e a condenação dos cinco réus
Marielle Franco foi o foco do voto de Alexandre de Moraes no STF. O relator entendeu que o crime teve motivação política e ligações com milícias.
Fundamentos do voto
Moraes detalhou provas sobre organização, comunicação e pagamentos que conectam os réus. Ele citou telefonemas, transferências e depoimentos que reforçam a versão acusatória. Para o ministro, esses dados mostram intenção política por trás do homicídio.
Quem são os cinco réus
Os cinco condenados tiveram papéis distintos no planejamento e execução do crime. Alguns são ligados diretamente a milicianos e outros atuaram como intermediários. Segundo o voto, pagamentos foram feitos para viabilizar a ação, inclusive em terrenos.
Impacto jurídico e político
O entendimento do STF pode influenciar outros processos sobre milícias e política. A decisão também aponta para maior atenção às conexões entre crime organizado e poder local. Advogados dos réus contestam as alegações e devem recorrer da condenação.
Rivaldo Barbosa: sem provas de homicídio, mas acusado de obstrução e corrupção
Rivaldo Barbosa foi citado no processo sem provas diretas de homicídio contra Marielle Franco. Ele responde por obstrução de investigação e por corrupção, segundo o voto.
Acusações de obstrução e corrupção
As acusações dizem que ele atrapalhou investigações ao omitir informações e coordenar mentiras. Também há apontamentos de pagamentos e favorecimentos ligados a contratos e terras.
Posição da defesa
A defesa nega envolvimento no assassinato e pede revisão das provas apresentadas. Segundo advogados, as evidências não ligam Rivaldo diretamente ao crime.
Consequências legais
No voto, o ministro imputou obstrução e corrupção, mantendo a distinção entre crimes. Isso pode gerar novos desdobramentos e recursos por parte da defesa nos tribunais.
Milícias e política: motivação, pagamento em terras griladas e a conexão com milicianos
Milícias aparecem ligadas a interesses políticos e econômicos na investigação do caso.
Motivação política
A motivação política surge em mensagens, conversas e decisões apontadas na apuração. O relator entendeu que o crime mirava opositores locais e críticas públicas.
Pagamentos em terras griladas
Pagamentos teriam sido feitos usando valores para comprar ou liberar terras griladas. Terras griladas são áreas obtidas com fraude, sem registros legais claros. O voto citou transferências e registros que indicam movimentação financeira ligada ao crime.
Conexão com milicianos
Milicianos teriam participado direta ou indiretamente no planejamento e execução do ataque. Testemunhas e delações apontam nomes, rotas e quem levou recursos ao grupo. Relações de vizinhança e poder local facilitavam a ação dos milicianos.
Consequências legais e sociais
Essas conexões tornam investigações mais complexas e politicamente sensíveis, exigindo cuidado jurídico. Também há risco de intimidação de testemunhas em áreas dominadas por milícias.
Fonte: Poder360.com.br