Entorse pode parecer coisa simples, mas e quando vira rotina? Se você vive “virando o pé”, descubra por que isso acontece e o que realmente ajuda a evitar novas torções.
Por que as entorses repetidas acontecem: causas e fatores de risco
Entorse repetida surge quando o tornozelo não se recupera totalmente após uma torção. Muitas vezes a dor volta com movimentos simples. Entorses frequentes geram medo e limitam atividades do dia a dia.
Fatores anatômicos
Algumas pessoas têm tornozelos mais frágeis por natureza. Pés cavos ou desalinhados aumentam o risco de torcer o tornozelo. A laxidade ligamentar também contribui. Laxidade ligamentar é quando os ligamentos ficam mais soltos que o normal.
Lesão anterior e reabilitação incompleta
Um primeiro episódio grave pode deixar o tornozelo instável. Se a reabilitação foi curta, os músculos e ligamentos não voltam fortes. Isso facilita novas torções com poucos esforços.
Fraqueza muscular e controle neuromuscular
Músculos fracos ao redor do tornozelo não protegem bem a articulação. O controle neuromuscular pode estar prejudicado. Propriocepção é a capacidade de sentir a posição do corpo. Exercícios de equilíbrio melhoram muito esse senso e reduzem recidivas.
Fatores externos e comportamentais
Calçados inadequados aumentam a chance de entorse, especialmente em esportes. Superfícies irregulares e falta de aquecimento também pesam. Fadiga e excesso de treino deixam o tornozelo mais vulnerável.
Condições médicas e estilo de vida
Obesidade e doenças que afetam nervos ou articulações elevam o risco. Pessoas com hiperflexibilidade geral tendem a ter entorses mais frequentes. Tabagismo e má circulação atrapalham a cura dos tecidos.
O que observar
Preste atenção a sensação de instabilidade, inchaço que não melhora e dor recorrente. Se entorses voltam com frequência, procure avaliação especializada. Fisioterapia e fortalecimento costumam evitar novas lesões.
Tratamento e prevenção: reabilitação, órteses e indicação cirúrgica
Reabilitação é o pilar para evitar novas entorses e recuperar função do tornozelo. Ela foca em força, mobilidade e equilíbrio.
Exercícios essenciais
Fortalecimento dos músculos peroneais ajuda a estabilizar o tornozelo. Exercícios de equilíbrio e propriocepção reduzem recidivas. Propriocepção é a noção da posição do corpo no espaço. Exercícios simples com uma almofada de equilíbrio podem ser feitos em casa.
Fases da reabilitação
A reabilitação trabalha mobilidade, força e controle neuromuscular. A progressão é gradual, com aumento de carga conforme melhora o paciente. Sessões frequentes e consistência aceleram a recuperação.
Órteses e taping
Órteses funcionais e fitas podem proteger o tornozelo no retorno às atividades. São usadas como suporte temporário e não substituem o treino. A escolha depende da atividade e do grau de instabilidade.
Indicação cirúrgica
A cirurgia é indicada quando há instabilidade persistente após reabilitação adequada. Também se considera operação em atletas com várias entorses graves. Exames de imagem ajudam a identificar rupturas ligamentares e guiar a decisão. Procedimentos visam reparar ou reforçar ligamentos e restaurar estabilidade.
Prevenção e retorno gradual
Retornar ao esporte exige treino progressivo e avaliação funcional. Calçados adequados e atenção ao terreno diminuem riscos. Manter peso saudável e evitar sobrecarga também ajuda a prevenir novas torções.
Fonte: Jovempan.com.br