Kits CKD entram na mira de indústria e sindicatos que pedem ao governo o fim da isenção de importação. A medida, dizem, pode enfraquecer empregos qualificados e a cadeia produtiva nacional — será que a renovação vale o risco?
Motivos da rejeição: empregos, investimento, reindustrialização e o papel da Camex na decisão
Kits CKD geram debate intenso por afetarem empregos nas montadoras e nos fornecedores. A importação em larga escala reduz a necessidade de mão de obra local.
Impacto nos empregos
Quando chegam muitos kits, fábricas contratam menos trabalhadores. Fornecedores locais também perdem pedidos e demitem equipes. Vagas qualificadas tendem a desaparecer primeiro, afetando renda e cidades próximas.
Efeito sobre investimentos
Empresas evitam investir se a indústria fica dependente de importação. Projetos de expansão e modernização podem ser adiados. Isso trava o crescimento industrial e reduz a atração de capitais.
Risco para a reindustrialização
Reindustrialização busca aumentar a produção nacional e o conteúdo local. A isenção para kits CKD pode frear esse processo. Menos produção aqui significa menos desenvolvimento tecnológico no país.
O papel da Camex
A Camex é a Câmara de Comércio Exterior, que define medidas tarifárias. Seu parecer pesa na renovação de isenções e regras de importação. A decisão envolve critérios técnicos e impactos sociais, como empregos e cadeia produtiva.
Debates entre governo, indústria e sindicatos tentam equilibrar custo e proteção do mercado. Entender esses pontos ajuda a ver por que a rejeição a kits CKD ganha força.
Fonte: www.Poder360.com.br