Cloro em excesso pode causar danos graves: uma professora morreu e outras pessoas foram intoxicadas após nadarem na piscina de uma academia em São Paulo. O que as investigações já apontam e por que o ambiente se tornou insuportável?
O caso: vítimas e relatos sobre a morte na piscina
Cloro em excesso foi citado por pessoas que estavam na piscina. A academia fica em São Paulo. Uma professora morreu após o incidente. Várias pessoas tiveram sintomas e foram internadas.
Quem foram as vítimas
Entre os afetados havia alunos, funcionários e frequentadores da academia. A vítima fatal era professora e usava a piscina para dar aulas. Outros tiveram náusea, tosse e irritação nos olhos. Muitos buscaram atendimento médico e alguns ficaram internados.
Relatos dos frequentadores
Frequentadores disseram ter sentido um cheiro forte ao entrar na área da piscina. Alguns relataram que o ar ficou difícil de respirar rapidamente. Pessoas citaram ardência nos olhos e na garganta logo após nadar. Testemunhas chamaram socorro e alertaram a direção do local.
Linha do tempo do incidente
As atividades na piscina seguiram normalmente até o momento em que os sintomas surgiram. Em pouco tempo, várias pessoas pediram ajuda e foram retiradas da água. Equipes de emergência atenderam os feridos e controlaram a área. A ocorrência motivou abertura de investigação pelas autoridades competentes.
Perícia e indícios: odor forte, manejo de produtos e risco à saúde
Cloro forte no ar foi mencionado pela perícia e por testemunhas durante as entrevistas.
Perícia técnica
Os peritos mediram a qualidade do ar e coletaram amostras da água da piscina.
Cheiro forte pode indicar excesso de hipoclorito, mistura com outras substâncias ou gás cloro liberado.
Hipoclorito de sódio é usado para desinfetar piscinas; em alta concentração faz mal ao organismo.
Peritos usaram medidores portáteis para checar cloro livre, cloro combinado e o pH da água.
pH indica acidez; valor muito baixo ou muito alto pode agravar reações químicas.
Manejo de produtos
Produtos químicos devem ficar em áreas ventiladas e com embalagens bem identificadas e fechadas.
Separar ácidos de cloro é essencial, pois a mistura pode liberar gás tóxico e perigoso.
Falta de rotulagem, armazenamento indevido ou dosagem errada aumentam risco de acidentes no local.
Riscos à saúde
Exposição ao cloro pode causar tosse, dificuldade para respirar e queimadura nos olhos e pele.
Em casos graves, a inalação intensa pode levar à internação ou a complicações mais sérias.
A perícia recomenda revisar procedimentos, treinar funcionários e reforçar sinalização e ventilação do espaço.
Consequências legais: indiciamentos e investigação em andamento
Cloro em excesso levou a indiciamentos e a uma investigação que ainda está em curso.
Indiciamentos
A dona da academia foi indiciada pela polícia após o incidente na piscina.
O indiciamento aponta possível responsabilidade por negligência que causou danos às pessoas.
As autoridades vão avaliar se houve crime culposo ou outras tipificações cabíveis.
Investigação em andamento
O inquérito reúne depoimentos, imagens, laudos periciais e exames laboratoriais.
Peritos coletaram amostras da água e do ar para análise técnica.
A investigação também apura manejo, armazenamento e combinações indevidas de produtos químicos.
Consequências possíveis
Se houver comprovação de culpa, os responsáveis podem responder criminalmente e civilmente.
A academia pode sofrer suspensão de atividades, multas e ações de indenização.
O processo pode levar meses, conforme a complexidade das provas reunidas.
Fonte: Portal LeoDias