Coreia do Norte diz que vai ampliar seu arsenal nuclear e desenvolver mísseis mais potentes — e agora, o que isso muda na já frágil estabilidade regional? O anúncio no 9º Congresso, acompanhado de uma parada em Pyongyang, condiciona qualquer melhora com os EUA à postura de Washington.
Expansão nuclear: planos, ogivas e novos sistemas de ataque
Coreia do Norte planeja ampliar o arsenal nuclear com novas ogivas e mísseis.
O governo diz querer mais ogivas e sistemas de ataque mais modernos.
O que são ogivas?
Ogiva é a parte do míssil que carrega a carga destrutiva e explosiva.
Pode ser convencional ou nuclear, com impactos muito diferentes na prática e no alcance.
Ogiva nuclear libera muita energia em pouco tempo e causa grande destruição.
A ideia é aumentar a quantidade e a capacidade de sobrevivência frente às defesas.
Novos sistemas de ataque
Os novos sistemas incluem mísseis de longo alcance, armas submarinas e lançadores móveis.
Os ICBMs têm alcance intercontinental e podem atingir outros continentes distantes.
SLBMs são lançados por submarinos e dificultam muito a detecção por radares.
Também há menção a mísseis hipersônicos, que voam mais rápido e mudam de rumo.
Esses mísseis tornam a defesa contra eles mais complexa e imprevisível.
Também há esforço em miniaturizar ogivas para caber em mais mísseis e plataformas.
Miniaturização reduz o tamanho da ogiva sem perder sua potência eficaz.
Testes e desfiles militares servem para demonstrar avanços e exibir força nacional.
Essas mudanças tornam a defesa regional mais complicada e aumentam tensões internacionais.
Países vizinhos e os Estados Unidos acompanham com muita preocupação diplomática.
A diplomacia pode ficar mais difícil enquanto essas demonstrações e testes continuarem acontecendo.
Relações internacionais: negociação com EUA e ameaça à Coreia do Sul
Coreia do Norte condiciona negociações com os EUA ao alívio de sanções.
Pyongyang também exige que os EUA mudem suas operações militares na região.
Pressões e diálogo
Os EUA pedem desnuclearização completa e verificável antes de aliviar sanções.
Desnuclearização significa entregar armas e permitir inspeções internacionais.
Verificação ajuda a confirmar que acordos estão sendo cumpridos na prática.
Risco para a Coreia do Sul
A Coreia do Sul se sente diretamente ameaçada pelos novos testes e desfiles militares.
Seul pode aumentar a prontidão e pedir apoio adicional dos EUA.
Isso tende a elevar tensões e a chance de incidentes fora de controle.
Papel de aliados e vizinhos
China e Rússia têm influência sobre Pyongyang e podem facilitar conversas diplomáticas.
Mas esses países evitam confrontos diretos com os EUA.
A ONU e grupos regionais tentam mediar e reduzir riscos de escalada.
Caminhos possíveis
Negociações podem incluir troca gradual: menor programa por alívio econômico limitado.
Verificações independentes seriam essenciais para construir confiança entre as partes.
A falta de confiança, porém, costuma tornar acordos difíceis e lentos.
Fonte: Poder360.com.br