Alpinista: já pensou como um erro em alta montanha pode ter consequências irreversíveis? Nesta reportagem, explicamos o que aconteceu no Grossglockner, as falhas apontadas pela acusação e por que o caso virou processo criminal — mesmo em uma região onde acidentes são frequentes.
O caso e a decisão judicial
Alpinista foi julgado por abandonar a companheira durante a subida ao Grossglockner.
O acidente
A mulher sofreu hipotermia a cerca de 50 metros do cume. Eles enfrentavam vento forte e frio intenso. O parceiro desceu sozinho em busca de abrigo. Equipes de resgate chegaram depois e encontraram a vítima sem vida.
Provas e julgamento
O processo considerou mensagens, registros de localização e depoimentos. A promotoria afirmou que houve omissão de socorro e negligência. A defesa disse que foi um acidente em condições extremas. O tribunal concluiu que as ações do réu não foram suficientes para salvar a vítima.
Sentença e repercussão
O alpinista acabou condenado por negligência e responsabilizado criminalmente. A decisão provocou debate sobre segurança em montanhas rápidas. Grupos de montanhismo e autoridades pedem revisão de protocolos. Familiares da vítima exigem mudanças e mais prevenção nas rotas.
Como ocorreu a escalada e a comunicação com resgate
Alpinista e a parceira seguiram por uma rota conhecida do Grossglockner naquela manhã.
Eles caminharam por uma aresta estreita e enfrentaram vento forte e neve densa.
A 50 metros do cume, a mulher começou a ter sinais claros de hipotermia.
Comunicação com o resgate
Eles tentaram ligar ao serviço de emergência assim que perceberam a gravidade.
O sinal de celular era irregular e a chamada caiu várias vezes.
Usaram também um rádio de mão e um app que envia coordenadas por GPS.
Quando possível, acionaram um PLB, um aparelho que envia alerta por satélite.
O pedido chegou ao centro de resgate, mas o mau tempo atrapalhou a ação.
Helicópteros não voam com vento forte e nuvens baixas, o que atrasou a retirada.
Equipes de terra partiram a pé, carregando equipamentos pesados para alcançar a vítima.
Procedimentos de resgate
Os socorristas fizeram uma avaliação de risco antes de subir pela face íngreme.
Eles usaram cordas, linhas fixas e macas para mover a vítima com segurança.
No terreno gelado e escorregadio, cada manobra exige muito cuidado para evitar novos acidentes.
Mesmo com ação rápida, os socorristas enfrentaram limitações impostas pelo clima e acesso.
Sentença, multa e repercussão pública
Alpinista foi condenado por negligência, segundo o tribunal responsável pelo caso.
O juiz entendeu que ele não prestou socorro adequado na montanha.
Base legal
O processo citou omissão de socorro, termo que significa não ajudar quem precisa.
Foram usadas mensagens, relatos de testemunhas e registros de localização como provas.
Multa e penas
A sentença inclui multa e outras sanções previstas na lei para casos assim.
As penas podem variar conforme circunstâncias, provas e antecedentes do réu.
Repercussão pública
O caso despertou debate sobre responsabilidade e segurança em escaladas na região.
Grupos de montanhismo pedem revisão de protocolos e mais fiscalização em trilhas perigosas.
Familiares da vítima exigem mudanças e cobram apoio para prevenção futura.
Fonte: BNews