MP-SP investiga R$ 3,4 milhões em espécie pagos a ex-funcionário do Corinthians

Corinthians: MP-SP apura repasses de R$3,4 mi em espécie a ex-funcionário; investigação mira origem dos valores e faltas de comprovantes.
MP-SP investiga R$ 3,4 milhões em espécie pagos a ex-funcionário do Corinthians

Corinthians: o MP-SP investiga repasses de R$ 3,4 milhões em dinheiro a um ex-funcionário entre 2018 e 2023. Como foram usados esses valores e por que a falta de notas preocupa o Ministério Público? Acompanhe o que já se sabe e o que pode vir a seguir.

Resumo da investigação: valores, planilhas e períodos apurados

Corinthians aparece em apuração sobre repasses em espécie, totalizando R$ 3,4 milhões.

Valores apurados

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contabilizou R$ 3,4 milhões pagos em dinheiro.

Os pagamentos ocorreram entre 2018 e 2023 segundo as planilhas apreendidas.

Planilhas e documentos

As planilhas mostram datas, valores e destinatário dos repasses em espécie.

Faltam notas fiscais ou recibos que expliquem a origem dos recursos.

Investigadores pedem comprovação de movimentações bancárias e recibos relacionados.

Períodos e justificativas

Os repasses ocorreram ao longo de várias temporadas, segundo o arquivo apreendido.

O ex-funcionário conhecido como ‘Caveira’ disse que o dinheiro pagou viagens e ajuda a jogadores.

O MP busca esclarecer se havia justificativa contábil para os pagamentos em espécie.

Versão do ex-funcionário (Caveira) e justificativas para os pagamentos em espécie

Caveira afirma que recebeu e repassou dinheiro para viagens e ajuda a atletas.

O que ele disse

Ele relatou que pagamentos em espécie eram comuns por questões práticas no clube.

Diz que parte do dinheiro serviu para cobrir viagens, diárias e pequenas despesas.

Valores e períodos

Segundo as planilhas, os repasses somam R$ 3,4 milhões entre 2018 e 2023.

Ele afirmou que os pagamentos não tinham nota fiscal em muitos casos.

Justificativas apresentadas

Caveira disse que os pagamentos foram autorizados por superiores em ocasiões pontuais.

Também alegou que o uso de dinheiro evitava atrasos e a burocracia em viagens.

O que o MP questiona

O Ministério Público pede notas, recibos e comprovantes bancários para checar a origem dos recursos.

Sem esses documentos, a explicação fica frágil e aumenta as dúvidas sobre a regularidade.

Impactos legais e próximos passos do Ministério Público e do clube

Corinthians pode enfrentar consequências jurídicas dependendo do que o MP comprovar nos documentos.

Possíveis implicações legais

As suspeitas envolvem uso irregular de recursos e falhas na prestação de contas. Isso pode gerar ações civis e investigações criminais, se houver indícios suficientes.

Sanções podem incluir multa, ressarcimento e obrigação de corrigir registros contábeis. A extensão depende das provas e da defesa apresentada.

Ações do Ministério Público

O MP pode pedir quebra de sigilo bancário e fiscal para obter provas. Também pode requisitar depoimentos e perícias contábeis especializadas.

Se entender que há crime, o órgão pode oferecer denúncia à Justiça criminal. Em paralelo, atua para proteger interesses coletivos e evitar novas irregularidades.

Medidas internas do clube e compliance

O clube tende a abrir auditoria interna e revisar procedimentos financeiros. Auditorias externas são comuns para dar maior credibilidade aos resultados.

Medidas práticas incluem reforçar controles, exigir recibos e formalizar pagamentos via transferência. Isso ajuda a mostrar transparência e reduzir riscos legais.

Fonte: Poder360.com.br

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