maus-tratos voltam ao centro do debate após o laudo da exumação do cão Orelha: sem fraturas aparentes, o documento, porém, não descarta trauma mortal. Quer entender por quê e o que falta nas investigações?
Resultados da perícia: o que o laudo diz e suas limitações
maus-tratos é apontado pelos peritos como hipótese, mas o laudo registra limitações técnicas.
Achados da perícia
Os peritos relataram ausência de fraturas ósseas visíveis durante a exumação.
Radiografias e exame visual não mostraram sinais de lesão óssea recente.
Possibilidade de trauma sem fraturas
Trauma pode ocorrer sem quebrar ossos, por compressão ou sufocamento, por exemplo.
Lesões em tecidos moles desaparecem com a decomposição, dificultando a prova direta.
Exames complementares
O laudo recomenda exames como histologia e toxicológico para buscar sinais indiretos.
Histologia é a análise de tecidos, útil para detectar inflamação antiga ou recente.
Limitações da investigação
Tempo após a morte e estado de conservação limitam conclusões sobre a causa.
A preservação da cadeia de custódia e registros fotográficos é essencial para credibilidade.
Investigação, repercussão e próximos passos do caso Orelha
Polícia civil e peritos trabalham juntos na apuração do caso Orelha agora.
A investigação em curso
Equipe analisa laudo, fotos, vídeos e depoimentos, buscando provas que expliquem o ocorrido.
Peritos dizem que a ausência de fraturas não elimina hipótese de trauma grave.
Documentos e a cadeia de custódia das provas são verificados para manter validade legal.
Repercussão pública
maus-tratos mobilizaram pessoas nas redes e pedidos de respostas imediatas às autoridades.
ONGs, protetores e vizinhos pressionam por transparência e medidas mais firmes.
Jornalistas acompanham o caso, o que aumenta a pressão por resultados rápidos.
Próximos passos esperados
Investigadores devem aguardar resultados de exames complementares, como toxicológico e histologia laboratorial.
Toxicológico verifica presença de veneno ou substâncias que possam ter afetado o animal.
Histologia analisa tecidos para detectar inflamação, hemorragia ou sinais de asfixia recentes.
Se houver indícios, delegado pode solicitar indiciamento e abertura de processo criminal.
Transparência nas apurações e divulgação de resultados ajudam a manter confiança pública.
Fonte: Jovem Pan