Superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026 chamou atenção — mas será que o número traduz melhora real das contas públicas? Confira a composição do resultado, as receitas que subiram (e caíram) e quais despesas pressionaram o mês.
Resultado, receitas e despesas: o que explica o superávit primário de janeiro de 2026
Superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro reflete diferença entre receitas e despesas. O dado exclui pagamentos de juros da dívida pública.
Receitas que impulsionaram o resultado
Variações na arrecadação e receitas extraordinárias elevaram as entradas em janeiro. Receita tributária mais forte ou transferências tem impacto direto no saldo. Receitas extraordinárias podem incluir devolução de recursos ou repasses pontuais. Também pode haver receitas de dividendos de estatais e receitas financeiras.
Despesas e cortes que influenciaram o mês
A redução de despesas ou adiamento de pagamentos ajuda a formar o superávit. Gastos com benefícios, investimentos e transferências são os que mais pesam. Postergamento de despesas ou menor execução de investimento amplia o resultado.
Efeitos pontuais e o papel do calendário
Alguns números decorrem de fatores temporários e do calendário fiscal. Pagamentos concentrados em outros meses podem criar superávit aparente neste período. Por isso, é preciso ver a consistência ao longo dos próximos meses.
O que observar adiante
Observe a tendência da arrecadação e a execução das despesas nos próximos meses. Se o superávit sustentar, pode aliviar a pressão fiscal no curto prazo. Mas números isolados não garantem melhora estrutural das contas públicas.
Fonte: Poder360.com.br