Enel diz que apagões causados por quedas de árvores podem ser inevitáveis nas atuais redes aéreas de São Paulo — e a declaração provoca uma pergunta: quem resolve isso?
Por que, segundo a Enel, árvores tornam apagões inevitáveis
Enel diz que árvores em contato com cabos geram curtos e quedas de energia.
Como a árvore provoca o apagão
Galhos ou troncos que tocam fios causam curto entre fases ou para terra. Isso faz os disjuntores desligarem o trecho afetado. Quando o trecho é isolado, muitos clientes perdem energia ao mesmo tempo.
Fatores que aumentam o risco
- Rede aérea: fios em postes ficam expostos ao tempo e às árvores.
- Tempestades e ventos fortes aumentam a chance de quedas de árvores.
- Poda irregular deixa galhos mais próximos dos cabos.
- Crescimento urbano coloca árvores muito perto das redes elétricas.
- Redes antigas e cabos desgastados têm maior suscetibilidade a falhas.
Limitações apontadas pela Enel
A empresa afirma que enterrar toda a rede exige investimento muito alto. Também menciona a necessidade de autorizações e coordenação com prefeituras para podas. Por isso, afirma que alguns apagões por queda de árvores são difíceis de evitar.
Consequências regulatórias: processo na Aneel e possíveis cenários para a concessão
Enel responde a um processo na Aneel por falhas em quedas de energia.
O que o processo envolve
A Aneel investiga causas, prazos e responsabilidades da distribuidora. O processo usa relatórios técnicos e reclamações de consumidores. Há etapas formais para defesa e coleta de provas. Também podem ocorrer audiências públicas sobre os fatos. A agência analisa indicadores de qualidade da energia. DEC mede o tempo total sem energia. FEC conta o número de interrupções por consumidor.
Possíveis cenários para a concessão
Aneel pode aplicar multa e exigir investimentos imediatos na rede.
- Poda e manutenção obrigatórias em áreas urbanas próximas aos cabos.
- Revisão do contrato com metas mais rígidas de qualidade.
- Transferência da concessão via leilão ou venda da distribuidora.
- Intervenção temporária para garantir serviços enquanto há correções.
Cada cenário traz prazos e custos que impactam cronogramas e usuários.
Fonte: www.Poder360.com.br