assédio moral é o centro da decisão que condenou um banco depois que uma ex-funcionária relatou metas abusivas, cobrança diária e até gravações forçadas para redes sociais. Como situações assim acontecem no dia a dia corporativo?
Decisão do TRT-MG e reconhecimento do dano moral
assédio moral foi reconhecido pelo TRT-MG em caso envolvendo um banco. A decisão apontou metas abusivas, pressão diária e gravações forçadas para redes sociais.
O que o tribunal considerou
O tribunal avaliou a rotina de cobranças e a exposição pública da funcionária. Contou também o uso de rankings e ameaças de demissão. As gravações obrigatórias para TikTok e Instagram foram vistas como fator agravante.
Critérios para reconhecer dano moral
Os juízes analisam intensidade, duração e ligação entre ato e sofrimento. Também verificam se houve humilhação ou perda de autoestima. Provas concretas, como mensagens, áudios e testemunhas, pesam muito.
Impactos práticos e orientações
A condenação pode gerar indenização e servir de alerta a empresas. Trabalhadores devem documentar cobranças e exigir registro de conversas. Buscar apoio jurídico e relatar o caso aos órgãos competentes é recomendável.
Rotina de pressão: metas, rankings e ameaças à demissão
assédio moral ocorre quando metas irreais e pressão constante humilham o trabalhador.
Como funcionam metas e rankings
As metas muitas vezes são definidas sem considerar a realidade do atendimento.
Rankings públicos mostram nomes e posições e expõem quem fica para trás.
Superiores cobram resultados diários e fazem comparações humilhantes entre colegas sem critério.
Monitoramento e gravações obrigatórias
Pedir vídeos para redes sociais virou prática comum para mostrar desempenho.
Isso gera exposição pública e aumenta o risco de humilhação do empregado.
A recusa pode ser vista como falta de engajamento e gerar ameaças de demissão.
Consequências para a saúde e para o trabalho
Os efeitos vão da ansiedade à queda na autoestima e no rendimento profissional.
Muitos profissionais acabam ficando doentes ou buscando afastamento para se proteger.
O que documentar e como agir
Anote por escrito as metas recebidas, prazos e quem fez as cobranças.
Guarde mensagens, áudios e prints de conversas que provem a pressão.
Peça sempre confirmação por escrito quando receber orientação para gravar vídeos.
Procure o RH, sindicato ou um advogado se a situação persistir.
Gravações obrigatórias em redes sociais e repercussão jurídica
assédio moral via gravações obrigatórias ocorre quando a exigência causa humilhação ao trabalhador.
Quando gravações viram assédio
Se a ordem para gravar expõe, ridiculariza ou constrange, pode ser assédio.
Frequência e contexto também contam na análise do abuso cometido.
Provas e documentos importantes
Guarde vídeos, áudios, mensagens e e-mails que mostrem as cobranças.
Prints de rankings e ordens por escrito são peças valiosas como prova.
Testemunhas que presenciaram a pressão ajudam a fortalecer a reclamação.
Responsabilidade do empregador
O empregador deve evitar práticas que exponham ou humilhem seus funcionários.
Políticas claras e autorização por escrito para uso de imagem são recomendadas.
Se houver coação, a empresa pode ser responsabilizada na Justiça do Trabalho.
Consequências jurídicas
A vítima pode pedir indenização por dano moral perante a Justiça trabalhista.
O juiz avalia provas, duração e gravidade para definir o valor da indenização.
Decisões como a do TRT-MG podem servir de referência em casos semelhantes.
Como agir diante do problema
Registre tudo desde o primeiro pedido e tente obter confirmação por escrito.
Procure o RH, sindicato ou um advogado especialista em direito do trabalho.
Denúncias a órgãos competentes e ações judiciais podem ser medidas necessárias.
Fonte: www.BNews.com.br