Comando Vermelho surge no foco de uma investigação em Manaus: o líder do núcleo usava imagem evangélica e até escondia drogas em igrejas. Quer entender como a polícia chegou a essas descobertas e o que foi revelado?
Como o líder se passava por evangélico para despistar a polícia
Comando Vermelho se disfarçava com uma imagem evangélica para despistar a polícia.
Aparência e comportamento
Ele mudava a roupa e o jeito de falar para parecer um fiel comum.
Frequentava cultos toda semana, participava de cânticos e simulava conversão sincera.
Essa postura gerava confiança na comunidade e reduzia a atenção das autoridades.
Uso de igrejas como cobertura
Parte das drogas era escondida em locais da igreja, como sacristia e bancos.
Também usavam caixas de ofertas e doações para movimentar dinheiro sem chamar atenção.
Lavagem de dinheiro, ou seja, disfarçar a origem do dinheiro, passava por doações falsas.
Rede e aliados
Alguns líderes locais foram usados como fachada ou informantes sem suspeitar inicialmente.
Aliados dentro da comunidade ajudavam no transporte e na guarda de pacotes pequenos.
Mensagens codificadas e encontros em eventos religiosos tornavam a logística mais discreta.
Investigações policiais mostraram documentos, testemunhos e bens ligados a essa estratégia.
Detalhes da operação “Erga Omnes” e mandados cumpridos
Operação Erga Omnes reuniu forças federais e estaduais para cumprir mandados em Manaus.
Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em várias áreas da cidade.
Operação conjunta e logística
Polícias Federal e Civil trabalharam com apoio da Força Nacional e PM na região.
Equipes dividiram tarefas para abordar alvos simultaneamente e evitar fugas e apreensões locais.
Resultados e apreensões
Foram apreendidos drogas, armas, veículos e documentos que indicam a organização financeira na operação.
Autoridades afirmam que alvos tinham ligação com o Comando Vermelho local em Manaus.
Também foram encontrados livros de contabilidade com registros de entradas e saídas detalhadas.
Foram bloqueados bens e contas ligadas ao núcleo investigado pela Justiça local e federal.
Mandados e prisões
Vários líderes e operadores do núcleo receberam mandados de prisão preventiva no esquema.
Alguns foram presos em flagrante, outros foram localizados após investigação minuciosa e ação rápida.
Testemunhas e delações recentes ajudaram a confirmar a participação de envolvidos diretos.
Impacto para a investigação
A operação trouxe documentos, provas e registros bancários cruciais que aprofundam investigações.
Esses elementos permitem novas quebras de sigilo e pedidos importantes à Justiça.
Investigações seguem para identificar toda a rede e possíveis ramificações nacionais em todo país.
Apoiadores dentro do poder público e movimentação financeira do grupo
Apoiadores no poder público facilitaram contratos e informações favoráveis ao grupo.
Como atuavam
Servidores cediam dados sigilosos e atrasavam fiscalizações quando necessário.
Alguns conseguiam nomeações para cargos que permitiam assinar contratos públicos.
Prefeituras e órgãos municipais eram usados para abrir frentes fictícias de pagamento.
Dinheiro e empresas de fachada
Havia empresas de fachada que embolsavam pagamentos por serviços não prestados.
Movimentação financeira incluía transferências complexas entre contas e saques em espécie.
Nota fiscal fria é documento falso para justificar gasto; assim se disfarça a origem.
Provas e rastros
Investigadores encontraram recibos, extratos bancários e contratos irregulares nas buscas.
Autoridades citam ligação direta com o Comando Vermelho nas apurações.
Bloqueios judiciais e quebras de sigilo ajudaram a mapear toda a movimentação financeira.
Agora a Justiça analisa se recursos seguiram para ramificações fora do estado.
Fonte: BNews