Tomates espaciais colhidos pela Shenzhou-21 na estação Tiangong mostram que cultivar alimentos em órbita já é possível — e com técnicas que economizam água e energia. Quer entender como a aeroponia funciona no espaço e por que isso importa para missões longas?
Tecnologia aeropônica: como funcionou o cultivo de tomates na Tiangong
Aeroponia é uma técnica que cultiva plantas sem solo, usando névoa nas raízes.
Como funcionou a aeroponia na Tiangong
No módulo Tiangong, o sistema pulveriza água e nutrientes em gotas finas.
Luzes LED controladas simulam o ciclo de dia e noite, acelerando o crescimento.
O sistema recircula a água e filtra a solução, reduzindo o consumo geral.
A tripulação monitora parâmetros como umidade e pH com sensores simples constantemente.
Vantagens e desafios
Os astronautas colhem tomates maduros e os usam nas refeições a bordo.
Comida fresca melhora o bem-estar e reduz o cansaço mental em missões longas.
O experimento testa técnicas úteis para viagens mais longas, como missões à Lua.
Ainda há desafios, como controle de pragas e adaptação dos equipamentos ao ambiente espacial.
Benefícios científicos e psicológicos: eficiência, regeneração e bem‑estar da tripulação
Tomates espaciais e vegetais frescos melhoram muito a dieta dos astronautas em órbita.
Benefícios científicos
Plantas cultivadas na Tiangong fornecem vitaminas e antioxidantes essenciais para a saúde.
O cultivo reduz a dependência de suprimentos vindos da Terra em voos longos.
Plantas também ajudam no ciclo do ar, liberando oxigênio durante a fotossíntese.
Experimentos testam sistemas fechados de vida que reciclam água e nutrientes automaticamente.
Impacto psicológico
Comer tomates frescos traz sensação de conforto e lembra a casa na Terra.
Cuidar das plantas dá rotina e ocupa a mente em tarefas significativas.
A presença de verde reduz o estresse e melhora o bem-estar da tripulação.
Refeições com produtos frescos também fortalecem laços sociais entre os membros.
Implicações para missões futuras
Sistemas como a aeroponia podem reduzir custos e aumentar a autonomia das missões.
Testes na Tiangong ajudam a ajustar equipamentos para ambientes com gravidade diferente.
Os dados servem para planejar viagens mais longas, como à Lua e Marte.
Fonte: Poder360.com.br