Comando Vermelho é o foco de uma operação que investiga movimentação de R$ 70 milhões — como um esquema assim se sustenta? Nesta reportagem você encontra onde os mandados foram cumpridos, quem foi preso e como empresas de fachada teriam facilitado o tráfico.
Detalhes da Operação Erga Omnes e mandados cumpridos
Comando Vermelho foi alvo da Operação Erga Omnes, com mandados cumpridos em vários locais. A ação ocorreu na madrugada e envolveu agentes federais e estaduais.
Como ocorreu a operação
Os agentes executaram mandados de prisão e busca e apreensão. A ação foi planejada para atingir a estrutura financeira e logística da organização. Equipes agiram simultaneamente em residências, empresas e endereços comerciais.
Mandados cumpridos e locais
Foram cumpridos mandados em cidades distintas, incluindo endereços ligados a empresas de fachada. As medidas incluíram bloqueio de contas e apreensão de documentos e bens. Locais foram lacrados e itens como computadores e celulares foram recolhidos para perícia.
Provas e apreensões
Foram apreendidos documentos fiscais, contratos e aparelhos eletrônicos. Também foram bloqueados bens e valores suspeitos de origem ilícita. A investigação aponta movimentação de cerca de R$ 70 milhões vinculada ao grupo. Perícias digitais vão analisar mensagens e transações para encontrar provas.
Ligações com o Executivo, Legislativo e Judiciário: presos e suspeitos
Comando Vermelho foi citado em apurações que apontam ligações com agentes públicos de diferentes poderes.
A investigação cita suspeitos com papel em operações e em decisões administrativas locais.
Prisões e suspeitos
Foram cumpridos mandados contra pessoas apontadas como facilitadoras e beneficiárias do esquema.
Alguns alvos eram ligados a cargos públicos, outros atuavam por meio de empresas de fachada.
Como as ligações funcionavam
O grupo usava contratos e fluxos financeiros entre empresas de fachada.
Transações eram maquiadas como serviços ou compras para disfarçar a origem do dinheiro.
Mensagens e documentos apreendidos devem mostrar as rotas dos pagamentos.
Provas e próximos passos
A presença de nomes ligados a poderes públicos amplia a investigação e a atenção.
Perícias vão analisar provas digitais e financeiras para confirmar as suspeitas.
Funcionamento do esquema: empresas de fachada, lavagem de dinheiro e rotas do tráfico
Comando Vermelho usava empresas de fachada para ocultar renda do tráfico e justificar pagamentos.
Empresas de fachada
Essas empresas existem só no papel e em contratos falsos. Elas emitem notas fiscais para justificar transferências. Donos de fachada recebem dinheiro e o repassam a operadores do grupo. Contas bancárias são usadas para disfarçar a origem dos recursos.
Lavagem de dinheiro
A lavagem tenta esconder de onde vem o dinheiro ilícito. Primeiro, os valores são divididos em várias transações. Depois, o dinheiro circula entre contas e empresas de fachada. No fim, o recurso volta como receita aparentemente legal. Termos técnicos como estratificação significam dividir valores para dificultar o rastreamento.
Rotas do tráfico
O fluxo financeiro segue as rotas usadas pelo tráfico. Pagamentos passam por transportadoras, importadoras e lojas de fachada. Parte do valor sai em espécie e cruza fronteiras ou estados. Transferências internacionais e empresas no exterior também aparecem nas apurações.
Provas e perícia
Documentos fiscais, contratos e extratos bancários são peças-chave de prova. Foram apreendidos celulares, computadores e registros contábeis. Perícias digitais vão analisar mensagens, registros e transações eletrônicas com muito detalhe. Essas análises ajudam a ligar contas e pessoas ao esquema.
Fonte: www.Poder360.com.br