Dermatilomania pode parecer apenas um hábito de cutucar a pele, mas é um transtorno que gera feridas, vergonha e impacto emocional. Quer saber por que isso acontece e quais tratamentos ajudam a controlar os impulsos?
O que é dermatilomania e como se manifesta na pele
Dermatilomania é um transtorno que faz a pessoa cutucar a pele.
Não é só um hábito, pode causar feridas e infecções.
Como se manifesta na pele
A pele pode ficar vermelha, com crostas, sangramentos ou cicatrizes.
As áreas mais afetadas são rosto, braços e mãos.
- Marcas que costumam crescer e virar crostas.
- Sangramento recorrente ao cutucar feridas.
- Cicatrizes que mudam a textura da pele.
Gatilhos comuns incluem estresse, ansiedade e tédio.
Muitos relatam sensação de alívio ou redução da tensão ao cutucar.
Ao contrário de cuidados com a pele, o ato é compulsivo e difícil de controlar.
Sinais que merecem atenção
- Feridas que não cicatrizam ou voltam sempre.
- Sinais de infecção como pus, calor ou febre.
- Impacto no trabalho, estudos ou relacionamentos.
Procure um dermatologista ou psicólogo se isso atrapalhar sua vida.
Causas, gatilhos emocionais e associação com ansiedade/TOC
Dermatilomania muitas vezes começa como uma resposta a emoções fortes.
Gatilhos comuns incluem estresse, ansiedade, tédio e frustração.
O ato de cutucar pode aliviar tensão momentaneamente, mas não resolve a causa.
Causas biológicas e psicológicas
Pesquisas mostram que fatores genéticos e cerebrais podem aumentar o risco.
Alterações na regulação do impulso e na resposta ao estresse estão relacionadas.
Ligação com ansiedade e TOC
Muitas pessoas com dermatilomania também têm ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo.
TOC envolve pensamentos intrusivos e rituais para reduzir a angústia.
Cutucar a pele às vezes vira um ritual que acalma por um curto período.
Fatores emocionais e ambientais
Eventos estressantes, críticas ou mudanças na rotina podem disparar os episódios.
A sensação de controle ou alívio reforça o comportamento com o tempo.
- Estresse intenso
- Ansiedade social
- Tédio prolongado
- Sensações físicas na pele
Identificar gatilhos ajuda no tratamento e nas estratégias de autocontrole.
Tratamento: psicoterapia, medicação e cuidado dermatológico
Dermatilomania pode ser tratada com psicoterapia, medicação e cuidados com a pele.
Psicoterapia
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é eficaz em muitos casos.
A TCC ajuda a identificar pensamentos e mudar comportamentos automáticos.
A técnica de reversão de hábito ensina a substituir o ato por outra resposta.
Medicação
Alguns medicamentos podem reduzir impulsos e diminuir a ansiedade.
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são usados em alguns casos.
N-acetilcisteína (NAC) é um suplemento que mostrou efeito em estudos.
Decisões sobre remédios devem ser feitas com um psiquiatra ou médico.
Cuidados dermatológicos
Um dermatologista trata feridas, evita infecções e orienta curativos.
Pomadas antibacterianas e curativos ajudam a cicatrizar e proteger a pele.
Em casos de cicatrizes, procedimentos estéticos ou médicos podem melhorar a textura.
Estratégias práticas
Técnicas simples ajudam a controlar o impulso no dia a dia.
Use objetos para manter as mãos ocupadas, como bolas de borracha.
Evitar gatilhos, reduzir estresse e ter rotina regular também ajudam bastante.
Registrar episódios e gatilhos facilita ajustes no tratamento com profissionais.
Combinar psicoterapia, medicação e cuidado com a pele costuma dar melhores resultados.
Fonte: PortalLeoDias.com