Feminicídio não precisa ser um desfecho inevitável. Já percebeu uma amiga isolada, desculpas constantes ou mudanças de comportamento e não soube como ajudar? Vamos mostrar, de forma prática, como uma rede atenta pode identificar sinais, oferecer apoio sem julgamento e conectar a mulher aos serviços que podem salvar vidas.
Sinais iniciais e o Violentômetro: quando acender o alerta
Violentômetro ajuda a identificar níveis de violência doméstica. Ele mostra níveis do mais leve ao mais grave. Ao reconhecer sinais cedo, você pode proteger quem corre risco.
Sinais comportamentais
Mudanças no comportamento aparecem antes da violência física. A pessoa pode ficar isolada e ter medo de sair. O parceiro pode controlar o dinheiro, as roupas e as redes sociais. Desculpas constantes por ferimentos ou atrasos podem indicar agressão.
Sinais físicos e digitais
Marcas e hematomas são alertas claros. Mensagens humilhantes ou invasão do celular também ferem a segurança. Bloqueios e perseguições online deixam pistas que ajudam a comprovar abuso.
Como agir ao notar sinais
Fale com calma e ofereça escuta sem julgar. Pergunte se ela está segura agora. Se houver perigo, ligue para serviços de emergência. Ajude a localizar serviços de apoio, como a Casa da Mulher. Registre provas com cuidado, se a pessoa concordar. Nunca confronte o agressor sozinho.
Quando o risco pode virar feminicídio
A escalada rápida de controle e ameaças aumenta o risco. Ameaças de morte ou uso de armas são sinais graves. Nesses casos, acione a polícia e serviços especializados imediatamente.
Recursos e números úteis
Disque 180 para orientação e denúncia de violência contra a mulher. Polícia Militar atende pelo 190 em casos de emergência. Procure a Casa da Mulher Brasileira ou a delegacia da mulher na sua cidade. Apoie quem precisa e registre informações que ajudem na proteção.
Como a rede de apoio age: escuta, códigos de emergência e preservação de provas
Rede de apoio escuta sem julgar e oferece presença segura à pessoa em risco.
Escuta ativa e acolhimento
Escuta ativa valoriza a fala da vítima e cria confiança aos poucos.
Perguntas simples ajudam a entender a rotina e os sinais de perigo.
Códigos de emergência
Códigos de emergência são sinais combinados para pedir ajuda sem alertar o agressor.
Podem ser palavras, gestos ou mensagens discretas em redes sociais ou apps.
Combinar um código com a pessoa em risco evita confusão em situações de medo.
Preservação de provas
Preservar provas ajuda investigações e medidas protetivas futuras.
Guarde mensagens, fotos e áudios sem editar ou apagar o conteúdo.
Anote datas, horários e testemunhas em papel ou em arquivo digital seguro.
Explique sempre o risco e peça consentimento antes de coletar qualquer prova.
Provas podem evitar escalada para feminicídio, por isso não subestime essa etapa.
Evite expor a vítima nas redes ou confrontar o agressor sem apoio profissional.
Conexão com serviços
Encaminhe para delegacia da mulher, serviço social ou Casa da Mulher Brasileira.
Acompanhe a pessoa até o serviço, se ela quiser, para dar suporte seguro.
Registre tudo que for relevante para facilitar medidas protetivas e acompanhamento.
Serviços públicos e abrigo: Casa da Mulher Brasileira e canais de denúncia
Casa da Mulher Brasileira reúne serviços de apoio às mulheres em situação de violência. Lá você encontra atendimento social, psicológico, jurídico e delegacia especializada. Atendimentos são integrados para acelerar proteção e orientar sobre medidas legais.
Canais de denúncia e números úteis
Disque 180 é a central de orientação e denúncia para violência contra a mulher. Em caso de emergência, ligue 190 para acionar a polícia imediatamente. Algumas cidades têm aplicativos e canais online para denúncias discretas.
Abrigos e medidas protetivas
Abrigos temporários oferecem moradia segura, apoio e encaminhamento para serviços. O acesso é feito via rede de proteção, delegacia ou assistência social. Medidas protetivas são ordens judiciais que afastam o agressor imediatamente. Podem ser solicitadas pela vítima, pelo Ministério Público ou pela autoridade policial.
Como acessar e o que levar
Leve documentos pessoais, contatos de confiança e registros de agressões, se possível. Fotos, mensagens e testemunhas ajudam a comprovar a violência nas medidas legais. Procure ajuda acompanhada por alguém de confiança, se achar seguro. Serviços públicos garantem sigilo e orientação especializada durante todo o processo.
Fonte: BNews