Intoxicação química em academia: riscos da má manutenção de piscinas

Intoxicação química preocupa: entenda riscos da manipulação e armazenamento de produtos em piscinas e como agir em emergências.
Intoxicação química em academia: riscos da má manutenção de piscinas

Intoxicação química pode acontecer mesmo quando a piscina parece limpa — você sabia? Aqui explicamos quais produtos oferecem perigo, sinais de alerta e o que fazer em caso de exposição.

Produtos químicos usados em piscinas e seus perigos

Intoxicação química pode ocorrer por produtos comuns nas piscinas se há manejo incorreto.

Principais produtos e riscos

  • Cloro líquido (hipoclorito de sódio): muito usado para desinfecção. Pode causar irritação nos olhos e nas vias aéreas quando em alta concentração.
  • Tabletes de cloro (tricloro): dissolvem lentamente no cloro. Misturados com outros produtos, podem gerar gases tóxicos ou reações perigosas.
  • Cloro em pó (cal hypo): usado em choque de piscina. É um oxidante forte e pode pegar fogo se se misturar com materiais orgânicos.
  • Ácidos para ajuste de pH (ácido muriático): reduzem o pH da água. Liberam vapores corrosivos e causam queimaduras em contato com a pele.
  • Algicidas e clarificantes: tratam a água e impedem algas. Podem causar irritação e reações alérgicas em pessoas sensíveis.

Erros comuns que levam à intoxicação

  • Misturar cloro com ácido é a causa mais grave de liberação de gases tóxicos.
  • Adicionar vários produtos ao mesmo tempo pode provocar reações químicas inesperadas.
  • Armazenar produtos juntos, sem ventilação ou perto do calor aumenta o risco de acidente.
  • Transferir produtos para recipientes sem rótulo impede identificação em emergências e gera perigo.

Sinais e sintomas de exposição

Olhos ardendo, tosse persistente e sensação de falta de ar são sinais importantes.

Também podem ocorrer náusea, dor de cabeça, tontura e queimaduras na pele.

Boas práticas e prevenção

  • Leia e siga as instruções do rótulo e da ficha de segurança antes de usar.
  • Armazene produtos em local fresco, seco e ventilado, longe do alcance de crianças.
  • Separe ácidos e cloros em áreas diferentes para evitar contato acidental entre eles.
  • Use equipamentos de proteção: luvas resistentes, óculos de proteção e máscara quando necessário.
  • Não misture produtos nem transporte em recipientes improvisados ou sem rótulo.
  • Mantenha um plano de emergência, com fichas de segurança e telefones de socorro à mão.

Primeiros socorros rápidos

Em caso de inalação, leve a pessoa ao ar livre imediatamente e mantenha-a calma.

Para contato com a pele ou olhos, lave com água em abundância por pelo menos quinze minutos.

Se houver sintomas graves, procure atendimento médico e informe quais produtos estiveram envolvidos.

Erros comuns na manipulação, sinais de intoxicação e prevenção

Intoxicação química costuma ocorrer por erros simples na manipulação e armazenamento.

Erros comuns na manipulação

  • Misturar cloro com ácido libera gases tóxicos muito rapidamente e pode ser fatal.
  • Adicionar vários produtos ao mesmo tempo tem risco de reação química inesperada.
  • Transferir produtos para recipientes sem rótulo impede identificação em emergências imediatas.
  • Guardar ácidos e cloros juntos aumenta risco de contato e acidentes graves.
  • Falta de ventilação e calor aceleram degradação e aumentam risco de vazamentos.

Sinais de intoxicação

Os sinais aparecem rápido ou com atraso, dependendo do produto e da dose.

  • Olhos ardendo, lacrimejamento, sensação de queimação e visão embaçada que não passa facilmente.
  • Tosse persistente, falta de ar, chiado e desconforto forte no peito.
  • Náusea, tontura, dor de cabeça e fraqueza generalizada que pode levar a desmaios.
  • Queimaduras na pele ou olhos indicam contato direto com substância corrosiva.

Prevenção

  • Leia sempre o rótulo e a FISPQ antes de usar qualquer produto químico.
  • Armazene produtos em locais ventilados, secos e fora do alcance de crianças.
  • Mantenha ácidos e cloros em áreas separadas e bem identificadas, com distância entre elas.
  • Use EPI como luvas, óculos e máscara ao manipular produtos.
  • EPI significa equipamento de proteção individual e protege a pele e vias aéreas.
  • Não misture produtos e não transfira para recipientes alimentares ou reutilizados.
  • Tenha kit de emergência, material de contenção e fichas FISPQ disponíveis.
  • Treine funcionários e responsáveis sobre manuseio seguro e simulações de vazamento.

Ações imediatas em caso de suspeita

Remova a pessoa da área contaminada e leve-a para ar fresco.

Lave olhos e pele com água corrente por pelo menos quinze minutos.

Se inalou fumaça ou gás, procure atendimento médico imediatamente, sem demora.

Tenha a FISPQ e rótulos prontos para mostrar ao socorro de forma rápida.

Procedimentos de emergência, normas e responsabilidade profissional

Intoxicação química exige resposta rápida e procedimentos claros no local do incidente.

Ações imediatas

  • Afaste as pessoas da área, mantendo distância segura e sem pânico.
  • Isole o local e evite que mais gente entre na área contaminada.
  • Se for seguro, abra portas e janelas para ventilar o ambiente.
  • Em caso de inalação, leve a pessoa para ar fresco imediatamente.
  • Para contato na pele ou olhos, lave com água corrente por quinze minutos.
  • Retire roupas contaminadas com cuidado, evitando tocar diretamente nas substâncias.
  • Se houver dificuldade para respirar ou queimaduras graves, chame socorro médico.
  • Tenha a FISPQ e rótulos dos produtos à mão para informar quem atende.

Comunicação e acionamento de serviços

  • Ligue para o SAMU (192) em situações médicas graves e emergências.
  • Acione o Corpo de Bombeiros (193) em casos de vazamento ou risco de fogo.
  • Forneça local exato, número de vítimas e nome dos produtos envolvidos.
  • Notifique a gestão da instalação e a empresa responsável pela manutenção.
  • Registre o incidente em livro de ocorrências e no sistema interno da unidade.

Normas, documentação e equipamentos

  • Mantenha a FISPQ (ficha de informação de segurança) para cada produto químico.
  • A FISPQ descreve riscos, medidas de primeiros socorros e controle de vazamentos.
  • Tenha EPI disponível: luvas químicas, óculos, avental e máscara respiratória.
  • Instale chuveiro de emergência, lava-olhos e sinalização clara nas áreas de risco.
  • Guarde produtos em local ventilado, seco e separado por compatibilidade química.

Responsabilidade profissional e treinamentos

  • Gestores e responsáveis devem garantir treinamentos regulares sobre manuseio seguro.
  • Realize simulações de emergência para manter a equipe preparada e calma.
  • Mantenha registros de treinamentos e avaliações periódicas atualizados e acessíveis.
  • A negligência no cumprimento de normas pode gerar responsabilização civil e criminal.
  • Contrate ou consulte profissional qualificado para elaborar o plano de segurança da piscina.

Fonte: Portal LeoDias

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